É tempo de campanha eleitoral. Mais uma vez, estamos diante do “discurso” de alguns indivíduos que, claramente, não têm – e não assumem – a postura sensata que condiz com a importância das funções públicas às quais se candidataram. Pior do que as atitudes inadequadas é o desrespeito explícito com os eleitores e com o Brasil. A má índole de muitos candidatos é transparente em suas campanhas. Por exemplo, uma das mensagens veiculadas pelo candidato Tiririca foi: “O que é que faz um deputado federal? Na realidade eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto.”
A conquista da Copa do Mundo de 1994 talvez seja mais lembrada do que o título de 2002. Naquele momento, o Brasil estava vivendo um intenso período de ascensão, não apenas no futebol, mas, também, em sua econômica, na política, na educação, nas reformas sociais. Além do momento nacional, a torcida já estava bastante ansiosa para poder comemorar mais um título mundial, já que a última conquista brasileira numa Copa do Mundo havia ocorrido há mais de duas décadas, com a magnífica seleção de 1970.
No dialeto zulu, Jabulani significa “para celebrar”, “comemorar”, “felicidade”. Ao escolher esta palavra para nomear a bola oficial da Copa do Mundo de 2010, a Adidas – marca fornecedora das bolas do evento desde 1970 – provavelmente tinha a intenção de “celebrar” os aprimoramentos conquistados no desenvolvimento do objeto que é foco de todas os jogos de futebol. Mas, o resultado alcançado pela marca, em sua totalidade, não tem sido este.
A cada dia é mais fácil perceber uma mudança comportamental que está se fortalecendo na sociedade moderna: a busca, cada vez maior, por informações mais resumidas, segmentadas, diretas, explícitas, rápidas e, consequetemente, superficiais. Percebendo esta tendência e sentindo as turbulências mercadológicas geradas por este novo cenário, os meios de comunicação estão enfrentando um processo de transformação constante, lançando novos formatos e adotando novas ferramentas para atender, cada vez mais, as novas demandas da comunicação de massa. Nesta fase de transição – como em outras –, o ato de noticiar também está evoluindo.
Comercial apresenta o novo projeto gráfico da Folha de São Paulo
A contagem regressiva está próxima do fim. Agora, faltam poucos dias para começar a Copa da África do Sul. E essa proximidade, além de aumentar a ansiedade de torcedores do mundo inteiro, também promove um grandioso movimento da propaganda, que já está abordando o tema com muita inten-sidade, principalmente na televisão. Dessa forma, para um comercial de TV conquistar a atenção dos espectadores é preciso ter bastante criatividade e apostar em mensagens que mexam com a emoção dos torcedores. E essa tática não é nenhum segredo. Os anunciantes e as agências de publicidade sabem disso e estimulam a expectativa pela Copa com belos comerciais, como podemos conferir em alguns exemplos abaixo.
A Apple começou a veicular um comercial para o seu mais novo produto, o iPad, com uma pergunta: “What’s iPad?”.
Amanhã é um dos dias do ano mais esperados para os amantes do futebol. O motivo é o anúncio da lista, a tão esperada lista do técnico Dunga com os nomes dos jogadores que vão para a Copa do Mundo de 2010. A imprensa esportiva e muitos torcedores alimentam expectativas por surpresas como Paulo Henrique Ganso e Neymar, os garotos do Santos, e Ronaldinho Gaúcho, o craque talentoso que passou por um período ruim prolongado, tendo a sua convocação para a seleção questionada inúmeras vezes e que, agora, reencontrou o brilho do futebol que fez dele um ídolo mundial.
As interações humanas – individuais e em grupos sociais – com os avanços tecnológicos estão quebrando, com muita intensidade, antigos paradigmas. Este novo cenário, fruto do desejo humano de progresso, está moldando os novos valores para o tempo, a educação, o conhecimento, a comunicação, a economia, a cultura, as relações sociais, o mundo globalizado.
Dando continuidade à análise do livro Cibercultura, de Pierre Lévy, acredito que, para valorizar o tema, é preciso não limitar-se apenas aos conceitos criados por Lévy. Assim, nos próximos textos que publicarei, também vou apresentar algumas propostas de outros pensadores e traçar paralelos.
Avanço tecnológico colabora para a transformação da leitura
Apesar de julgar ser esta a melhor opção de trabalho, o enfoque maior ainda será a apresentação e o debate das ideias do filósofo francês. Para iniciar, vou comentar sobre as definições que foram propostas na introdução e no primeiro capítulo do livro, “As tecnologias têm um impacto?”.
Pierre Lévy é mestre em História da Ciência e doutor em Sociologia e Ciência da Informação e da Comunicação pela Universidade de Sorbonne, da França. É, sem dúvida, um dos mais respeitados pensadores da atualidade nas áreas de comunicação, cibercultura e inteligência coletiva.
Autor de vários livros, merece destaque Cibercultura – título que irei comentar em alguns posts no blog e que, antecipadamente, faço o convite para o debate de ideias com os visitantes por meio dos comentários.















Bruno Gonçalves é profissional de comunicação especialista em comunicação organizacional, propaganda, design gráfico e Internet.






